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Plano de operações do DECIR 2026 com foco na resposta rápida aos incêndios

Plano de operações do DECIR 2026 com foco na resposta rápida aos incêndios

O Plano de Operações Sub-regional do Dispositivo Especial de Combate a Incêndios Rurais (DECIR) 2026 foi apresentado no dia 14 de maio, mantendo a estratégia de ataque inicial musculado e o pré-posicionamento preventivo de meios nas zonas de maior risco da região do Médio Tejo.

O plano foi apresentado por David Lobato, Comandante Sub-regional de Emergência e Proteção Civil do Médio Tejo, que sublinhou que as consequências das tempestades do início do ano dificultarão o combate aos incêndios devido à dificuldade de acesso aos terrenos florestais e ao material combustível acumulado.

O dispositivo DECIR entrou hoje, 15 de maio, no nível Bravo, seguindo-se o nível Charlie em junho e o nível Delta entre julho e setembro, período de maior empenhamento operacional.

Durante o período mais crítico (nível Delta), o dispositivo contará com 136 equipas, 448 operacionais, 135 veículos e quatro máquinas de rasto pertencentes aos municípios de Abrantes, Ferreira do Zêzere e Mação e CIM Médio Tejo/ICNF - Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas.

Os corpos de bombeiros terão uma força operacional de 107 equipas e 384 operacionais, a par de equipas de sapadores florestais da Unidade de Emergência de Proteção e Socorro (UEPS) da GNR e da Afocelca.

No que respeita a meios aéreos, também no nível Delta, o DECIR prevê até quatro aeronaves, entre helicópteros bombardeiros ligeiros e pesados, ficando um dos helicópteros sediado no Centro de Meios Aéreos de Sardoal.

O dispositivo para 2026 é idêntico ao de anos anteriores, contando com menos uma equipa de combate e menos uma equipa de apoio logístico, devido à escassez de recursos humanos nos corpos de bombeiros.

A estratégia operacional continuará assente na rapidez da primeira intervenção, considerada determinante para evitar incêndios de grandes dimensões, através do despacho imediato e reforçado de meios para as ocorrências.

David Lobato destacou ainda o reforço do uso de retardante, com maior capacidade de aplicação. Além de Santarém, os centros de Proença-a-Nova e Cernache do Bonjardim (Sertã) passam a ter aeronaves equipadas para este recurso, que será também utilizado por helicópteros ligeiros e médios no apoio à contenção e modelação dos incêndios.

A apresentação do Plano de Operações Sub-regional do Dispositivo Especial de Combate a Incêndios Rurais (DECIR) 2026 realizou-se no Centro Cultural Gil Vicente, no Sardoal, contando com a presença de Manuel Jorge Valamatos, Presidente da CIM Médio Tejo e da Comissão Distrital de Proteção Civil, e de Pedro Rosa, Presidente do Município de Sardoal.

Ambos sublinharam que o comando sub-regional do Médio Tejo tem desenvolvido um trabalho positivo no planeamento e combate aos incêndios rurais, defendendo a manutenção desta estrutura e considerando que uma nova reestruturação da ANEPC representaria um retrocesso na gestão do território.

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