Abrantes
- Details
- Category: Concelho Abrantes
- Published on Friday, 23 May 2014 15:47
Location
The municipality of Abrantes occupies a total area of 714.7 km2 in the centre region (NUTS II) specifically in the sub-region of the Middle Tagus (NUTS III). The thirteen parishes that constitute the municipality, as well as 39.325 abrantinos that inhabit them, enjoy a privileged location by the convergence of the former provinces of Ribatejo, Beira Baixa and Alto Alentejo.
At municipal level borders Sardoal and Vila de Rei (north), Mação (northeast), Gavião (east), Ponte de Sor (southeast), Chamusca (southwest), Constância and Vila Nova da Barquinha (west) and Tomar (northwest).
County Seat (GPS coordinates, WGS84 Datum)
DDD (decimal degrees): 39.4632, - 8.1974
DMM (degrees and decimal minutes): 39°27.7897', -8°11.8441'
DMS (degrees, minutes and seconds): 39°27'47.3293'', -8°11'50.6356''
História
A ancestralidade das origens de Abrantes pode ser comprovada pelos inúmeros vestígios arqueológicos de diversas épocas históricas descobertos no concelho. Entre os mais antigos assinalam-se as antas pré-históricas da Aldeia do Mato, as ruínas da oppidum de Aritium Vetus em Alvega, a ponte romana de Alferrarede - Entre Ribeiras, classificada como Imóvel de Interesse Público desde 1977, e as necrópoles visigóticas de Rio de Moinhos.
Em pleno século XII, D. Afonso Henriques deixou marcas profundas com a conquista do território aos mouros em 1148, seguida pela doação do castelo e termo de Abrantes à Ordem de Santiago de Espada em 1173 e a concessão do primeiro foral em 1179. O senhorio das terras aforadas pertenceu nos séculos seguintes às rainhas Santa Isabel de Aragão (1281) e D. Leonor Teles de Meneses (1327), concedido pelos respetivos maridos, D. Dinis e D. Fernando I.
A localização estratégica de Abrantes na defesa militar da região teve elevada importância desde a sua fundação, fator que entre os séculos XIV a XVIII seria reforçado pelo papel de relevo assumido enquanto porto fluvial do rio Tejo. O cais do Rossio ao Sul do Tejo salientava-se pelo seu dinamismo, lotado de mercadorias, homens do rio e almocreves, chegando a superar Santarém no número de embarcações segundo os registos de 1552 (180 vs. 100) e 1620 (83 vs.70). Na época expansionista, parte significativa da madeira utilizada na construção das caravelas portuguesas seguia para a capital juntamente com azeite, vinho, couro, mel, cera, ferro e peixe.
Os Almeidas conquistavam autoridade na região com a nomeação feita por D. Afonso V ao seu primo D. Lopo de Almeida como primeiro Conde de Abrantes (1476). Este título nobiliárquico seria detido até 1650 pela família Almeida, da qual se distinguiram outros nomes, como D. Francisco de Almeida, nomeado primeiro vice-rei da Índia em 1505, e D. Miguel de Almeida, um dos Quarenta Conjurados responsáveis pela restauração da independência em 1640. Deste último facto resultaria a intitulação de “Notável Vila de Abrantes” por D. João IV como reconhecimento à sua população por ter sido a segunda no país a aclamá-lo rei.
A presença constante das cortes no Ribatejo contribuiu significativamente para o desenvolvimento deste território. Um exemplo significativo é a atribuição de um novo foral pela mão de D. Manuel I a 10 de Abril de 1518 durante a sua permanência de vinte anos na vila, período em que nasceram os infantes D. Luís (1506) e D. Fernando (1507).
O apogeu da região seria abalado no século XIX devido à destruição provocada durante as Invasões Francesas pelas tropas do general Junot (1807), nomeado Duque de Abrantes por Napoleão Bonaparte, e pelo surgimento dos transportes ferroviários e rodoviários, que se viriam a afirmar como alternativas ao tráfego fluvial. Com efeito, apesar do caminho-de-ferro inicialmente constituir um complemento das rotas comerciais do Tejo, a inauguração da linha ferroviária do Leste em 1862 e a entrada em funcionamento da Linha da Beira Baixa até à Covilhã em 1891 determinariam o fim do tráfego fluvial, abrindo caminho a novos desafios.
A 14 de Junho de 1916 a vila passou a cidade e depressa se tornaria na “cidade florida” idealizada pelo mestre jardineiro Simão António Vieira e, mais tarde, pelo jornalista Diogo Oleiro que lançou o repto aos cidadãos para florirem as suas varandas e ruas.
Freguesias
O município tem a sua sede na cidade de Abrantes e é constituído pelas freguesias de Bemposta, Carvalhal, Fontes, Martinchel, Mouriscas, Pego, Rio de Moinhos, Tramagal (vila), União das Freguesias de Abrantes (São Vicente e São João) e Alferrarede, União das Freguesias de Aldeia do Mato e Souto, União das Freguesias de Alvega e Concavada, União das Freguesias de São Facundo e Vale das Mós, bem como União das Freguesias de São Miguel do Rio Torto e Rossio ao Sul do Tejo. A maioria da população integra a faixa etária dos 25 aos 64 anos, tendência contrariada por Mouriscas e União das Freguesias de Aldeia do Mato e Souto, onde quase metade dos residentes ultrapassa os 65 anos de idade.
As treze freguesias apresentam áreas geográficas variáveis entre os mais de 185 km2 de Bemposta, que regista a menor densidade populacional, e os cerca de 17 km2 de Martinchel, cujos 600 habitantes constituem o valor populacional mais baixo a nível municipal. No extremo oposto encontra-se a União das Freguesias de Abrantes (São Vicente e São João) e Alferrarede, que ultrapassa os 17.000 habitantes e possui a densidade populacional mais elevada do concelho.
Áreas de Especialização
A atividade económica de Abrantes é sustentada por um tecido empresarial direcionado para as indústrias da energia elétrica, agroalimentar (destaque para o azeite), exploração florestal (produção de cortiça, madeiras e resinas), materiais de construção, materiais de transporte, componentes para automóveis, máquinas, equipamentos e peças metálicas.
Mais de 11% das empresas e sociedades do Médio Tejo estão localizadas neste concelho e geram o quarto maior mercado de trabalho da região, concentrando no setor terciário cerca de 65% da população empregada, sobretudo na área do comércio por grosso e a retalho. O setor secundário absorve quase um terço do total de empregados e os restantes 3,5% dedicam-se ao setor primário, que não detém uma expressão significativa no território apesar de integrar mais de 1.300 explorações agrícolas.
Pontos de Interesse Turístico
Abrantes é um concelho que convida a...
CULTURA
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- ler um livro na Biblioteca Municipal António Botto (antigo Convento de São Domingos)
- assistir a um concerto, peça de teatro ou sessão de cinema no Cineteatro S. Pedro
- admirar as peças artísticas exibidas n'O Quartel - Galeria Municipal de Arte
- descobrir os trabalhos em ferro espalhados pelo jardim do Alto de Santo António, que compõem o Museu de Escultura em Ferro ao Ar Livre
FÉ
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- sentir paz de espírito nas igrejas de Santa Maria do Castelo, de São João Baptista, de São Vicente, da Misericórdia, de Nossa Senhora da Esperança, de Sant'Ana e de São Domingos
HISTÓRIA
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- recordar as batalhas e a conquista do território no interior do Castelo/Fortaleza
- explorar o acervo histórico do município no Museu D. Lopo de Almeida
- conhecer a tradição metalúrgica local no Museu da Forja
- vibrar com as cores e materiais etnográficos dos núcleos museológicos de Bemposta, Mouriscas e Rossio ao Sul do Tejo
INOVAÇÃO
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- utilizar as novidades high-tech no Centro de Divulgação de Novas Tecnologias de Informação/Edifício Pirâmide
- perder o fôlego com a magnitude e potência da Barragem do Castelo de Bode
- surpreender-se com o açude insuflável, obra de vanguarda na engenharia hidráulica
LAZER
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- repousar nas inúmeras praças (Raimundo Soares e Barão da Batalha), largos (Dr. Ramiro Guedes, do Chafariz, João de Deus e General Avelar Machado) e no jardim Ator Taborda, embelezados com esculturas de Óscar Guimarães e Laranjeira Santos
- fazer um piquenique ou subir a parede de escalada no Parque Urbano de São Lourenço
- contemplar a paisagem no outeiro de S. Pedro
- aventurar-se na pista do kartódromo
NATUREZA
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- usufruir da beleza do rio Tejo no Aquapolis – Parque Urbano Ribeirinho
- nadar na praia fluvial da Aldeia do Mato (albufeira da barragem, rio Zêzere)
Em suma, conhecer Abrantes é deixar-se embrenhar pelo centro histórico, apreciar a arte escultórica, conhecer tradições seculares, mergulhar na albufeira, percorrer os adros das igrejas e deliciar-se com uma Palha de Abrantes à beira-rio ou no miradouro do castelo. Tudo num concelho com mais de sessenta imóveis classificados, entre os quais se salientam as casas centenárias e as igrejas.
Quer conhecer melhor este concelho e a região do Médio Tejo?
Poderá fazê-lo durante a sua visita à Igreja de Santa Maria do Castelo, no espaço virtual PACAD - Programa de Animação Científica Artística Digital (parceria CIMT/Câmara Municipal de Abrantes).
Principais Festividades
Ao longo do ano, o concelho celebra e partilha a sua identidade:
CRIATIVA
com a Festa da Primavera, que vivifica o título de "cidade florida" (abril)
GASTRONÓMICA
apelando aos sentidos com o Encontro Ibérico do Azeite (fevereiro), o Festival de Gastronomia "Sabores do Tejo" (fevereiro/março) e a Feira Nacional de Doçaria Tradicional (outubro/novembro)
HISTÓRICA
através das Festas de Abrantes, que celebram a elevação a cidade (junho), a par das Jornadas do Museu Ibérico de Arqueologia e Arte (outubro)
RELIGIOSA
pela realização da Feira de S. Matias com animação, artigos diversos e produtos regionais (fevereiro/março)
TRADICIONAL
ao organizar a Mostra de Gastronomia e Artesanato de Alvega (junho/julho), a Feira Mostra das Mouriscas (agosto) e a Exposição de Artesanato e Produtos Locais (dezembro).
FONTES
CIMT - Portal do Empreendedor, Fundação Francisco Manuel dos Santos (PORDATA – Base de Dados Portugal Contemporâneo), IGESPAR - Instituto de Gestão do Património Arquitectónico e Arqueológico, IGP - Instituto Geográfico Português (CAOP 2013), INE – Instituto Nacional de Estatística (Censos 2011 e Recenseamento Geral da Agricultura 2009), Reorganização Administrativa de Freguesias (Lei n.º 11-A/2013 de 28 de janeiro), sites institucionais dos municípios associados e respetivas juntas de freguesia - informação recolhida em setembro de 2013.
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